segunda-feira, 25 de abril de 2011

VOZ PROFISSIONAL

      Sabemos como é complicado usar a voz corretamente.É ela que  possibilita exercer a  função de professores,cantores,advogados,artistas, etc. 
Sem ela, seria dificil comunicar, interagir e transmitir conhecimento.
  
Muito embora se  tenha a  consciência da alguns erros que cometidos enquanto falamos, raramente se conhece o modo como corrigir, facilitando uma correta utilização da voz.
O mau uso da  capacidade vocal pode conduzir a dificuldades na profissão e também  problemas  fisiológicos , que levam ao estresse e ansiedade produzindo um círculo vicioso. De modo que este influencia na vida profissional, causando distúrbios fisiológicos-orgânicos e assim por diante.

Assim e muito importante entender como a voz é produzida e o que fazer para preservá-la em meio ao seu uso contínuo.

A produção do som resulta, basicamente, da passagem do ar pela laringe, onde se situam as cordas vocais.


                                       


Durante a respiração, o ar inspirado passa pelas cordas vocais que permanecem abertas, enquanto que na expiração, elas fecham, e o ar faz pressão, causando uma vibração que produz o som. Assim, podemos concluir que a voz é produzida durante o processo de respiração.
As pregas vocais fazem um movimento alternado de abrir e fechar, ou seja, quando estamos calados elas estão abertas (momento da respiração) e quando falamos ou cantamos elas fecham-se (momento da fonação).

Contudo, elas também executam outros movimentos, como por exemplo, o choque entre elas quando são submetidas a abusos vocais como: gritos, pigarreios e tosses excessivos, ou ao uso de tons graves ou agudos demais, competição sonora, etc. Estes choques podem prejudicar gravemente as pregas vocais.Os excessos vocais podem provocar alterações tais como:
o   Nódulos vocais: são nódulos que se formam nas bordas das pregas vocais, como defesa do traumatismo que sofrem devido à emissão vocal inadequada.
o     Pólipos: são lesões nas bordas das pregas vocais que aumenta  devido ao abuso e mau uso da voz.
o      Edemas: acúmulo de fluidos em algum lugar das pregas vocais, é uma reação natural do tecido das pregas vocais ao abuso/mau uso da voz
o       Fendas: são alterações na postura das pregas vocais produzindo um fechamento glótico  imperfeito.

Estas são algumas entre outras alterações ocasionadas pelas constantes formas de abuso vocal.

Os principais sintomas destas alterações de forma geral são: rouquidão, soprosidade, pigarro, cansaço ao falar, dor na garganta e esforço para falar.


O QUE FAZER??

Conhecer bem a anatomia e a produção da voz, o funcionamento do aparelho fonador, e o quanto as pregas vocais são sensíveis e frágeis, leva-nos a valorizar e cuidar melhor da nossa voz, preservando-a e protegendo-a do eventual aparecimento de problemas.

Procurar um fonoaudiólogo especialista nessa área é fundamental, pois ele ensinará técnicas para você usar a voz sem danificá-la. Ele também indicará exames para avaliar melhor suas pregas vocais e ajudar a fazer um planejamento especializado para cada caso.


terça-feira, 15 de março de 2011

Dislexia... que bicho é esse?







O  QUE É?

       A dislexia é um distúrbio na aprendizagem da leitura afetando a escrita.
O dis vem de distúrbio e Lexia, em grego, linguagem, em latim, leitura.
                               
     Normalmente detectado a partir da alfabetização,  tornando-se bastante evidente quando na tentativa  de soletrar letras apresenta dificuldades.
                                  
     A criança desde pequena já apresenta algumas características que denunciam suas dificuldades, tais como:

    -Demora em aprender a segurar a colher para comer sozinho, a fazer  laço no cadarço do sapato, dificuldades em recortar, pegar e chutar bola.
   - Atraso na locomoção (demora andar, esbarra nas coisas).
   -  Aquisição tardia da fala, pronúncia constantemente errada de algumas palavras.
   - Dificuldade na aprendizagem das letras (copiar seu próprio nome).
   - Dificuldade em aprender cores, números, aprender formas geométricas, desenhar, distúrbios do sono, dificuldade em entender o que está ouvindo, etc.
   -A criança costuma ser esquecida e não tem uma boa noção de sequência inclusive temporal.
                               
      Essa fase da pré- dislexia é a fase mais importante para que se  comece a intervenção (tratamento). Quanto antes o tratamento, melhor será o prognóstico.

       A criança disléxica possui inteligência normal ou muitas vezes acima da média.

      Sua dificuldade consiste em não conseguir identificar símbolos gráficos (letras e/ou números) tendo como conseqüência disso a dificuldade na leitura e escrita.

              A dislexia normalmente é hereditária (familiar próximo com dificuldade naleitura e/ou escrita). O distúrbio envolve percepção, memória e análise visual.

MANIFESTAÇÕES NA ALFABETIZAÇÃO

         -> Dificuldades na fala;
-> Dificuldades para aprender o alfabeto;
-> Dificuldade para planejamento e execu
ção motora de letras e       números;
-> Dificuldade na preensão do l
ápis;
-> Dificuldade em separar e sequenciar sons. ex: p-a-t-o;
-> Dificuldade em rimas;
-> Dificuldade em discriminar fonemas de sons semelhantes t/d x/j p/b;
-> Dificuldade na diferencia
ção de letras com orientação espacial b/d d/p n/u m/u;>     Dificuldade em Orientação Temporal (ontem, hoje e amanhã).

A PARTIR DOS 7 ANOS DE IDADE

-> Nomeação e memória de trabalho prejudicada;
-> Lentidão ao fazer os deveres escolares;
-> Reclama que ler
é muito difícil;
-> Apresenta omissão de letras (cavalo escreve caalo)e adi
ções (casa lê ou escreve casaco)
         -> Memoriza o texto sem compreendê-lo;
-> Dificuldade em planejar, organizar e conseguir terminar as tarefas dentro do tempo;
-> N
ível de leitura abaixo do esperado para sua série e idade;
-> Dificuldade para soletrar as palavras;
-> Dificuldade para copiar do quadro;
-> Letra feia;
-> Dificuldade com a percep
ção espacial;
-> Confunde direita, esquerda, em cima, em baixo; na frente, atr
ás;
-> Troca de palavras;
-> Inventa, acrescenta ou omite palavras ao ler e ao escrever, etc;

ENTRE 7 E 12 ANOS

-> Comete erros ao pronunciar palavras longas ou complicadas ;
-> Confunde palavras de sonoridade semelhante, como
tomate e tapete, loção e canção;
-> Utiliza excessivamente palavras vagas como
coisa;
-> Tem dificuldade para memorizar datas, nomes ou n
úmeros de telefone;
-> Pula partes de palavras quando estas tem muitas s
ílabas;
-> Costuma substituir palavras dif
íceis por outras mais simples quando lê em voz alta; por exemplo, lê carro ao invés de automóvel;
-> Comete muitos erros de ortografia;
-> Escreve de forma confusa;
         -> Não consegue terminar as provas de sala-de-aula;
         -> Sente muito medo de ler em voz alta. 
         -> Seu nível de leitura está abaixo de seus colegas de sala de aula;
         -> Inverte a ordem das letras, ex: bolo por lobo, lago por logo;
         -> Tem dificuldades em soletrar palavras e soletra a mesma palavra de formas diferentes numa mesma página;
         -> Lê muito devagar;
         -> Evita ler e escrever;
         -> Tem dificuldade em resolver problemas de matemática que requeiram leitura;
         -> Tem muita dificuldade em aprender uma língua estrangeira;        
         -> Dificuldade em planejar e fazer redações

Características psicoemocionais:


O disléxico geralmente demonstra insegurança e baixa auto-estima,     sentindo-se ttriste e culpado. Muitos se recusam a realizar atividades com medo de mostrar os erros e repetir o fracasso.
      Com isto criam um vínculo negativo com a aprendizagem, podendo apresentar atitude agressiva com professores e colegas.


            A deficiência não pode ser encarada como motivo de  vergonha, pois há diversos casos de pessoas bem  sucedidas que sofrem com a dislexiacomo por  exemplo, Tom Cruise (ator), Agatha Christie (autora), Thomas Edison (inventor),
         entre outros.

Tratamento e orientações:

O tratamento deve ser realizado por um especialista junto com ao paciente e se estiver em idade escolar, também com a  escola. Deve ser individual e freqüente.
        O tratamento precoce proporciona os melhores resultados! Se for necessário o fonoaudiólogo  encaminhará a criança a outros profissionais incluindo Psicólogo, Neurologista, Oftalmologista e outros conforme o caso.












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sábado, 19 de fevereiro de 2011

TDA e TDAH

Mas o que é"Que criança agitada!!", " Ela não pára sentada...","Mas a gente fala com ela e parece que está no mundo-da-lua...", "essa criança está ligada no 220V?!!", " Ele não consegue aprender nada na escola." Perguntas e afirmativas como estas e muitas outras, fazem parte da vida de  crianças com Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade.


Mas o que é esse transtorno? 
É uma alteração neurobiológica, de causas genéticas, que aparece na infância e freqüentemente acompanha o indivíduo por toda vida. Ocorre entre 3 a 5% das crianças e se caracteriza por sintomas de desatenção,inquietude e impulsividade.
Tradicionalmente  o TDAH se caracteriza por uma combinação de dois tipos de sintomas: a desatenção e hiperatividade-impulsividade. Pelo fato de algumas crianças apresentarem problemas de atenção, mas não serem hiperativas a APA ( American Psychiatric Association) criou em 1980 dois subtipos de transtornos de atenção (TDA): o TDA com e sem hiperatividade. Em 1994, o DSM-IV publicou subtipos, incluindo agora três tipos predominantes:
Hiperativo-impulsivo
Desatento
Combinado
Entretanto se usa o termo TDAH para se referir a todos os subtipos. Principais carcterísticas:


Tipo Hiperativo-impulsivo


  • inquietação (mexer mãos/pés quando sentado, musculatura tensa, não fica parado em um lugar)
  •  Faz várias coisas ao mesmo tempo, pode falar, comer, comprar...compulsivamente. 
  • São ansiosos, estressados e impacientes, quer tudo para "ontem". 
  • Têm tendências a vícios com jogos. 
  • Interrompe a fala dos outros pela sua impaciência. 
  • Tem baixo nível de tolerância não sabendo lidar com frustrações e erros. 
  • Apresentam instabilidade de humor e dificuldade de se expressar ( palavras não acompanham a velocidade da sua mente).
  •  Fala ou faz e depois pensa, o que causa situações constrangedoras. 
  • Temperamento explosivo não suportando críticas, provocações e/ou rejeição.
  •  Rompe com certa facilidade relacionamentos sociais e/ou afetivos.
  • Hipersensibilidade com tendência ao desespero incapacitando-o a lidar com a realidade e buscar soluções.




Tipo Desatento
  • Desvia facilmente a atenção do que está fazendo distraindo-se com seus próprios devaneios ou por um simples estímulo externo, levando-o a cometer erros.
  • Dificuldade de concentração em aulas, apresentações, leitura de livros (que dificilmente chega ao término da leitura)
  • Parece não ouvir quando o chamam (é tido como desinteressado ou egoísta)
  • Distrai-se durante conversa principalmente quando está em grupo captando apenas partes do assunto, outras enquanto "ouve" já está pensando em outra coisa e interrompe a fala do outro.
  • Reluta em iniciar tarefas que exijam longo esforço mental.
  • Dificuldade em seguir instruções (iniciar, realizar,completar e só então passar para outra atividade) muitas vezes sendo visto como irresponsável.
  • Dificulades em organizar-se com objetos ( gavetas, papéis, mesa, arquivos...) e com planejamento de tempo
  • Dificuldade em organizar-se com objetos (mesa, gavetas, arquivos, papéis...) e com o planejamento do tempo (costuma achar que é 10 e que o dia tem 48h). 
  • Problemas de memória a curto prazo: perde ou esquece objetos, nomes, prazos, datas... Durante uma fala, pode ocorrer um “branco” e a pessoa esquecer o que ia dizer.


Características do Tipo Combinado



Apresenta as características combinadas de desatenção, hiperatividade e impulsividade.



O TDAH na infância em geral se associa a dificuldades na escola e no relacionamento com demais crianças, pais e professores. As crianças são tidas como "avoadas", "vivendo no mundo da lua" e geralmente "estabanadas" e com "bicho carpinteiro" ou “ligados por um motor” (isto é, não param quietas por muito tempo). Os meninos tendem a ter mais sintomas de hiperatividade e impulsividade que as meninas, mas todos são desatentos. Crianças e adolescentes com TDAH podem apresentar mais problemas de comportamento, como por exemplo, dificuldades com regras e limites.

Em adultos, ocorrem problemas de desatenção para coisas do cotidiano e do trabalho, bem como com a memória (são muito esquecidos). São inquietos (parece que só relaxam dormindo), vivem mudando de uma coisa para outra e também são impulsivos ("colocam os carros na frente dos bois"). Eles têm dificuldade em avaliar seu próprio comportamento e quanto isto afeta os demais à sua volta. São freqüentemente considerados “egoístas”. Eles têm uma grande freqüência de outros problemas associados, tais como o uso de drogas e álcool, ansiedade e depressão.


O tratamento gira em torno da TCC- Terapia cognitivo-comportamental juntamente com a fonoaudiologia, uma vez que os portadores tanto de TDA quanto de TDAH rotineiramente apresentam alterações na aprendizagem.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Dislalia, quando a língua não obedece.




O QUE É?
É o transtorno de linguagem mais comum em crianças e o mais fácil de identificar. 
A dislalia é um distúrbio da fala que se caracteriza pela dificuldade de articular os fonemas, ou seja, as palavras são pronunciadas de maneira errada, omitindo, transpondo, trocando, distorcendo ou acrescentando fonemas ou sílabas a elas.
A dislalia pode interferir na socialização da criança, que fica com vergonha de sua fala, o que pode levar a outra alteração bem conhecida, a gagueira. E também pode interferir no aprendizado da escrita tal como ocorre na fala.

PORQUE ACONTECE?
A maioria dos casos ocorre na primeira infância, quando a criança está aprendendo a falar. Neste momento, os fatores emocionais como separação dos pais, convivência com pessoas que apresentam o mesmo problema e que a criança tenha certa afinidade, ciúme de irmão  mais novo, necessidade de chamar atenção; e hábitos viciosos como uso de chupetas e mamadeiras e chupar dedo são as principais causas.
Outras causas são: problemas orgânicos, quando há má formação ou anomalias nos órgãos da fala, problemas auditivos como a surdez e alterações do processamento auditivo central, onde a criança ouve normalmente, mas não processa a informação auditiva.

QUANDO COMEÇA A SE MANIFESTAR?
Ao desenvolvimento normal da linguagem da criança, admite-se erros na pronúncia até os 4 anos. Mas, como prevenir é melhor do que remediar, uma criança que apresenta  erros aos 3 anos e 6 meses por exemplo, necessita de uma avaliação do fonoaudiólogo e estimulação da fala correta de acordo com o grau e a quantidade de fonemas alterados. Por exemplo, uma criança que nessa idade fala "tota-tola"  ao invés de "coca-cola" pode ser acompanhada e estimulada e ter a alteração contornada antes do processo de alfabetização.

O QUE FAZER?
Primeiramente é fundamental não apoiar a fala da criança, achando "engraçadinho" o modo como ela fala reproduzindo-a, mas dar o modelo correto. E se a alteração persistir deve marcar consulta para avaliação do fonoaudiólogo, que é o profissional capacitado para tratar.

Dra. Danielle Fraguito
Crefono 9908

Fonoaudiologia